De tudo o que compramos, 33% são tributos

No Dia Livre de Impostos, empresários chamam a atenção sobre o alto peso das taxas e do baixo retorno à sociedade Sabe aquele vinho que você comprou a R$ 29,90? Apenas R$ 15,54 vai remunerar produtores, vendedores e intermediários. 0 resto é imposto. Para chamar a atenção da sociedade para o peso da tributação, em

 No Dia Livre de Impostos, empresários chamam a atenção sobre o alto peso das taxas e do baixo retorno à sociedade

 
Sabe aquele vinho que você comprou a R$ 29,90? Apenas R$ 15,54 vai remunerar produtores, vendedores e intermediários. 0 resto é imposto.
 
Para chamar a atenção da sociedade para o peso da tributação, em 31 de maio, é realizado o ‘Dia Livre de Impostos’. Segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), amanhã, empresas de 19 Estados e do Distrito Federal vão vender produtos sem imposto algum.
 
Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), de tudo o que é consumido no Brasil, 33%, em média, correspondem a impostos. E o brasileiro trabalha 154 dias para pagar.
 
“Em grande parte dos países desenvolvidos, a maior parte da carga tributária recai sobre a renda e o patrimônio, que é um modelo mais justo. No Brasil, a taxação é maior sobre consumo, não importando se aquele cliente faz parte de uma classe mais baixa ou elevada. Isso penaliza quem ganha menos e dificulta a população de perceber o quanto ela, de fato, paga”, alerta o coordenador nacional da CNDL Jovem, Lucas Pitta.
 
Segundo o Impostômetro, a arrecadação em 2019 já passa de R$ 1 trilhão. 0 valor – que compraria 6 milhões de apartamentos populares – vai para os cofres públicos e, contrariando seu objetivo, não volta em vantagens para a população. Numa lista de 30 países, o Brasil éo 14Q que mais arrecada e o último a retribuir.
 
“O retorno para a sociedade é pífio, fazendo com que os brasileiros tenham que pagar por serviços particulares, como ensino privado, planos de saúde, pedágios etc”, ressalta o presidente executivo do IBPT, João Eloi Olenike.
 
Confira a notinha.
Se você não sabe quanto do que você compra vai para impostos, não se preocupe. Conforme levantamento recente da CNDL, 74% dos consumidores não sabem. Mas descobrir é fácil. Desde 2013, uma lei federal determina que esse valor conste das notas fiscais. A porcentagem e o valor, geralmente, aparecem logo abaixo do QR Code do cupom eletrônico.
 
“Nós temos o direito e o dever de verificai- documentos fiscais para tomar conhecimento da carga de tributos que os governos estão arrecadando e exigir a correta aplicação desses recursos”, afirma Olenike.
 
A multiplicidade de tributos e a complexidade do sistema dificultam até mesmo os empresários de saberem o quanto pagam de imposto. Entre os micro e pequenos empresários, 48% ignoram o quanto de seu faturamento é corroído por taxas. Para o presidente da CNDL, José César da Costa, é preciso simplificar.
 
“Há um excesso de tributos, de regimes de exceção e de burocracia, que resulta em uma enorme insegurança jurídica para empreender. As empresas de menor porte e os consumidores são os que mais sofrem. É importante a mobilização da sociedade para colocar esse tema como prioridade para as autoridades”, afirma.
 
Amanhã, empresas de 19 Estados e do Distrito Federal vão vender sem cobrar o valor do imposto
 
Por lei, valor e porcentagem de impostos que incidem sobre cada compra devem estar discriminados na nota fiscal.

Fonte: Destak

30/05/2019

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